A
explosão de duas bombas durante a Maratona de Boston voltou novamente os
olhares do globo para os Estados Unidos. O chamado pela mídia internacional de “atentado
de Boston” fez três vítimas fatais e deixou mais de 260 mortos na tarde do dia
15 de abril. Após, o passo a passo da caçada dos suspeitos pelo crime pode ser
acompanha
do através de todos os grandes veículos de comunicação do mundo. O
drama de um país traumatizado desde o dia 11 de setembro de 2001 foi manchete
de todos os jornais, assim como os nomes dos dois responsáveis, Tamerlan e Dzhokhar Tsarnaev.
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| Foto: Acervo Pessoal |
O pelotense Guilherme Castilhos estava lá. O
jovem de 22 anos, recém formado em direito acompanhou toda a movimentação dos norte-americanos
em busca dos suspeitos. Ele chegou no país cinco dias antes do dito atentado e
afirma que tudo parecia bastante calmo. “Ingressar no país foi bastante tranqüilo,
creio que o fato de ser estudante, e consequentemente ainda ter relações com o
Brasil, fez com que meu visto fosse liberado numa boa”, afirmou. Castilhos soube
do atentado enquanto tomava café da manhã no hotel em que estava hospedado e
constatou grandes alterações no comportamento dos nativos. “A mudança nas
pessoas foi visível, os funcionários das lojas ficavam na frente das TVs muito
preocupados com a situação”, relatou.
O turista afirmou ter ficado bastante
impressionado quando retornou aos metrôs após o acontecimento. “Antes do
atentado era possível ver de vez em quando um guarda ou outro, mas depois, na
própria segunda-feira em que aconteceu, eram muitos policiais, cachorros e
metralhadores circulando. Além disso, avisos nos alto-falantes eram divulgados
a todo momento, pedindo para alertar a polícia sobre qualquer coisa”,
salientou.
Guilherme acrescentou ainda que as ações de
insegurança trouxeram impedimentos para a viagem. Em Washington, o mais próximo
que chegou da casa branca foi duas quadras de distância, ainda assim, não
enfrentou nenhum toque de recolher nas cidades que visitou.
Durante a captura ou mesmo depois o jovem não
se sentiu hostilizado em nenhum momento por ser estrangeiro. “Fiquei bem
impressionado, descobri que americanos adoram brasileiros, sempre perguntavam
se eu era do Rio de Janeiro e elogiavam a beleza do lugar”. Para Guilherme, a
população é excessivamente preocupada com segurança o que tornava o ingresso
nos pontos turísticos mais trabalhoso. “Todos os aeroportos, estádios e museus possuem leitores de raio x por onde todos tinham que passar as mochilas, mas os
americanos também tinham que passar pelo procedimento”, finalizou.

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