segunda-feira, 10 de junho de 2013

Pelotense relata vivências nos EUA durante a busca pelos culpados do atentado de Boston

A explosão de duas bombas durante a Maratona de Boston voltou novamente os olhares do globo para os Estados Unidos. O chamado pela mídia internacional de “atentado de Boston” fez três vítimas fatais e deixou mais de 260 mortos na tarde do dia 15 de abril. Após, o passo a passo da caçada dos suspeitos pelo crime pode ser acompanha
Foto: Acervo Pessoal
do através de todos os grandes veículos de comunicação do mundo. O drama de um país traumatizado desde o dia 11 de setembro de 2001 foi manchete de todos os jornais, assim como os nomes dos dois responsáveis,
Tamerlan e Dzhokhar Tsarnaev.

O pelotense Guilherme Castilhos estava lá. O jovem de 22 anos, recém formado em direito acompanhou toda a movimentação dos norte-americanos em busca dos suspeitos. Ele chegou no país cinco dias antes do dito atentado e afirma que tudo parecia bastante calmo. “Ingressar no país foi bastante tranqüilo, creio que o fato de ser estudante, e consequentemente ainda ter relações com o Brasil, fez com que meu visto fosse liberado numa boa”, afirmou. Castilhos soube do atentado enquanto tomava café da manhã no hotel em que estava hospedado e constatou grandes alterações no comportamento dos nativos. “A mudança nas pessoas foi visível, os funcionários das lojas ficavam na frente das TVs muito preocupados com a situação”, relatou.

O turista afirmou ter ficado bastante impressionado quando retornou aos metrôs após o acontecimento. “Antes do atentado era possível ver de vez em quando um guarda ou outro, mas depois, na própria segunda-feira em que aconteceu, eram muitos policiais, cachorros e metralhadores circulando. Além disso, avisos nos alto-falantes eram divulgados a todo momento, pedindo para alertar a polícia sobre qualquer coisa”, salientou.

Guilherme acrescentou ainda que as ações de insegurança trouxeram impedimentos para a viagem. Em Washington, o mais próximo que chegou da casa branca foi duas quadras de distância, ainda assim, não enfrentou nenhum toque de recolher nas cidades que visitou.


Durante a captura ou mesmo depois o jovem não se sentiu hostilizado em nenhum momento por ser estrangeiro. “Fiquei bem impressionado, descobri que americanos adoram brasileiros, sempre perguntavam se eu era do Rio de Janeiro e elogiavam a beleza do lugar”. Para Guilherme, a população é excessivamente preocupada com segurança o que tornava o ingresso nos pontos turísticos mais trabalhoso. “Todos os aeroportos, estádios e museus possuem leitores de raio x por onde todos tinham que passar as mochilas, mas os americanos também tinham que passar pelo procedimento”, finalizou.  

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